REFLEXÃO DA SEMANA

25 Outubro, 2009

ÉTICA PROFISSIONAL

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Cultura Ética - Construtora de Valor

“Alimentar uma forte cultura ética: a administração da empresa tem que criar uma cultura que enfatize a importância da cultura ética, o controle de qualidade e o gerenciamento de risco. Incentivos de remuneração devem ser alinhados com a criação de valores em longo prazo e com a proteção à marca”.
Edimar Facco / “Desarmando os Destruidores de Valor” / Deloitte.


No trabalho realizado pela consultoria Deloitte, com o título “Desarmando os Destruidores de Valor”, a Cultura Ética organizacional é apontada como um poderoso antídoto para os destruidores de valor. Desta conclusão surge uma questão, o que é a Cultura Ética Organizacional e, mais importante, o que dela podemos esperar no aspecto prático da gestão corporativa?
Um ponto crucial a ser considerado numa cultura ética - seja ela organizacional, social, política – é a congruência entre o discurso e a atitude, quero dizer, de nada adianta investir na elaboração de exemplares códigos de conduta e de ética se os mesmos são impraticáveis. Portanto, antes de tudo, é necessário educar as pessoas nesta filosofia de vida incentivando-as no cultivo de hábitos éticos.
Logo de cara aparece uma polêmica, ética versus moral, são sinônimos ou antagônicos? Não tenho a pretensão de esgotar esta polêmica, mas facilitar o entendimento do objeto deste artigo. A expressão latina para os costumes são os mores, e dos mores vem a moral. Nós usamos moral por causa dos mores, mas mores é a expressão latina para ethos. Ethos = ética, mores = moral. Há, na verdade, uma ligação. Naturalmente esta ligação não é tão absoluta, porque há o fator cultural, mas, essencialmente, ética e moral têm a mesma raiz, referem-se aos costumes informados por valores. Daí a importância do pensamento Aristotélico, “Somos aquilo o que fazemos repetidamente, portanto a conquista da excelência não é um feito e sim um hábito”. Estendendo para a educação popular diz-se, “Plante uma idéia, colha um feito; plante um feito, colha um hábito; plante um hábito, colha um caráter; plante um caráter, colha um destino”.
A educação só é edificante, sólida e auto sustentável quando transmitida exemplarmente, faça o que eu faço, cujo sucesso está correlacionado positivamente com o reaprender da convivência, um dos pilares da educação corporativa contemporânea, pareado pelos reaprendizados do conhecer, do fazer e do ser. Maximizados e alicerçados pela Antropo-ética - caráter ternário da condição humana, ou seja, a coexistência do indivíduo, da organização e da sociedade, na qual estão inseridos – serão capazes de estabelecer uma cultura ética organizacional transformando seus colaboradores em pessoas íntegras e capacitadas para desempenhar otimamente suas respectivas funções profissionais.
No intuito de não ser conclusivo, mas provocativo, encerrarei este artigo incitando a reflexão, para tanto descreverei resumidamente os buracos negros identificados pelo livro Os Sete Saberes Necessários para a Educação do futuro, de Edgar Morin:
Primeiro buraco negro - As cegueiras do conhecimento...[...] os maiores problemas são o erro e a ilusão...;
Segundo buraco negro – Os princípios do conhecimento pertinente...[...] É necessário dizer que não é a quantidade de informações, nem a sofisticação em Matemática que podem dar sozinhas um conhecimento pertinente, mas sim a capacidade de colocar o conhecimento no contexto...;
Terceiro buraco negro – Ensinar a condição humana...[...] a condição humana deveria ser o objeto essencial de todo o ensino...;
Quarto buraco negro – Ensinar a identidade terrena...[...] sobretudo na era da globalização no século XX – que começou, na verdade no século XVI com a colonização da América e a interligação de toda a humanidade. Esse fenômeno que estamos vivendo hoje, em que tudo está conectado, é um outro aspecto que o ensino ainda não tocou, assim como o planeta e seus problemas, a aceleração histórica, a quantidade de informação que não conseguimos processar e organizar.
Quinto buraco negro – Ensinar a enfrentar as incertezas...[...] Apesar de, nas escolas, ensinar-se somente as certezas, como a gravitação de Newton e o eletromagnetismo, atualmente a ciência tem abandonado determinados elementos mecânicos para assimilar o jogo entre certeza e incerteza, da micro-física às ciências humanas...;
Sexto buraco negro – Ensinar a compreensão...[...] A compreensão é a um só tempo, meio e fim da comunicação humana; a compreensão mútua entre os seres humanos, quer próximos quer estranhos, é daqui pra frente vital para que as relações humanas saiam de seu estado bárbaro de incompreensão...;
Sétimo buraco negro – A Antropoética...[...] O último aspecto é o que vou chamar de antropo-ético, porque os problemas da moral e da ética diferem a depender da cultura e da natureza humana. Existe um aspecto individual, outro social e outro genético, diria de espécie. Algo como uma trindade em que as terminações são ligadas: a antropo-ética. Cabe ao ser humano desenvolver, ao mesmo tempo, a ética e a autonomia pessoal (as nossas responsabilidades pessoais), além de desenvolver a participação social (as responsabilidades sociais), ou seja, a nossa participação no gênero humano, pois compartilhamos um destino comum...

08 Agosto, 2009

UTOPIA

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"O JOVEM SABE TUDO
O ADULTO DESCONFIA DE TUDO
O VELHO CRÊ EM TUDO"
(Mestre Haspásio)

QUAL O VALOR DO CONHECIMENTO?

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"Se hoje em dia a informação é de graça,
qual é o valor do conhecimento"?
(Mestre Haspásio).




08 Janeiro, 2009

RELIGIÃO & PODER !

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Nenhum homem é uma ilha, fechada sobre si; todos são parte de um continente, uma parcela da terra principal. Se um torrão for arrastado pelas águas, a Europa fica menor, como se de um promontório se tratasse, ou de um domínio senhorial dos teus amigos ou mesmo teu. A morte de qualquer homem (mulher, criança) diminui-me, porque eu estou englobado na humanidade. Não perguntes, por isso, jamais por quem os sinos dobram; dobram por ti. (Carl Gustave Jung, 1875 - 1961)

31 Dezembro, 2008

PENSE DIFERENTE

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Eu ainda planto bananeira... E você?

Quando éramos crianças quantas vezes brincamos de plantar bananeira...! Eu adorava subir numa poltrona botar a cabeça no assento e levantar as duas pernas e apoiá-las no encosto e, assim permanecia vários minutos olhando e observando a todos e a tudo de cabeça para baixo, esquecia da vida... Até enrubescer o meu rosto, e aí a minha mãe assustada danava comigo: - Menino para com isso faz mal ficar de ponta cabeça, o sangue vai pro cérebro... Mas eu sempre teimava e voltava a fazer a mesma peraltice, às vezes apoiava-me nas paredes ou então em alguma árvore, era muito gostoso...! Não me recordo quando parei de plantar bananeira, e não sei porquê, mas parei de brincar desta maneira, talvez porquê tenha me transformado num adulto.

Hoje me pergunto, e pergunto a todos aqueles que também plantaram bananeira na infância, qual era o nosso objetivo? Penso que, talvez quiséssemos enxergar as coisas de forma diferente dos adultos, os controladores da situação. Pois eles tinham uma visão divergente da nossa e, pior do que isto, quando descordávamos em alguma questão sempre prevalecia a maneira deles enxergarem o mundo, independentemente de estarem certos ou errados, se é que existia esta definição.

Estas lembranças, da minha infância, emergiram na minha mente no instante em que vi uma fotografia de casas de uma favela, até aí tudo normal, para um país latino americano, porém a foto estava de cabeça para baixo, e o mais incrível é que eu não consegui perceber este detalhe fundamental! Cheguei na triste conclusão de que realmente parei de plantar bananeira e transformei-me num adulto que tem a ilusão de controlar a situação. A partir de então, comecei a “plantar bananeira” e analisar os acontecimentos e as notícias que nos bombardeiam em todo momento, com uma ótica invertida em relação ao atual 'status quo', o diagnóstico foi alarmante, todos foram transformados naqueles adultos da minha infância, e iludem-se com o poder e o controle da situação caótica instalada.

21 Dezembro, 2008

A DEO, A NATURA.

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O VISIONÁRIO

"Se o homem persistisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio." William Blake (1757 – 1827) romancista inglês."

O bobo, ou melhor dizendo, o louco era conservado nas cortes de antanho. Na Grécia, acreditava-se que o fato de ter um bobo (louco) em casa afastava o mau olhado. Os Reis o utilizavam como espião, personagem privilegiado, o louco podia misturar-se facilmente a qualquer grupo que estivesse mexericando ou avaliando a situação política. O louco era bem recebido em toda parte. No âmago do Homo sapiens sapiens lateja a loucura sapiente, mas é no Líder Visionário que ela desperta e explode como uma bola de fogo, uma energia universal irradiante, uma energia excitável, entusiástica e que, através da sua luz, dá colorido ao mundo dos homens. O núcleo dinâmico de sua energia psíquica é auto-motivada, motivadora e inspiradora. É um verdadeiro canal de vida. Através do seu poder, extra-sensorial, o Líder Visionário liga dois mundos - o mundo contemporâneo e temporal do cotidiano, onde quase todos nós vivemos a maior parte do tempo, e o mundo não-verbal e atemporal da imaginação, que visitamos de quando em quando. O Visionário move-se livremente entre esses mundos, e sem dúvida, lá se funde com a essência central da psique, o Homem Cósmico.

Com seu espírito imaginativo, criativo e irradiante os líderes visionários trouxeram ao lume o gênio humano entre os homens, notavelmente na linha do tempo delimitada entre os sécs. XV e XVI, este período foi denominado pelos historiadores como o Renascimento. Para citar, apenas, alguns destes gênios, renascentistas, menciono Leonardo da Vinci (1452-1519) pintor, escultor, cientista, engenheiro, físico, escritor, etc; Michelângelo Buonarroti (1475-1564) destacou-se em arquitetura, pintura e escultura; Giordano Bruno (1548 - 1600), Filósofo, astrônomo e matemático, importante pelas suas teorias sobre o universo infinito e a multiplicidade dos sistemas siderais, no que rejeitou a teoria geocêntrica tradicional e ultrapassou a teoria heliocêntrica. Entretanto, objetivando transparentar o Líder Visionário, quero destacar o francês, Michel de Notredame (1503 - 1566), mais conhecido por Nostradamus, seu nome alatinado. Formado em medicina, alcançou a fama e recebeu honrarias por debelar em duas ocasiões a epidemia da "peste negra". Porém, o que notabilzou e imortalizou este famoso médico foi o seu controvertido dom da predição, através do qual legou "As Centúrias" (são 12, escritas em quadras, com versos de 10 e de 12 sílabas); "Presságios" (141 quadras); Predições (58 sextilhas). Polemizado pelo caráter de suas predições, algumas são claríssimas, mas outras são enigmáticas e tão difíceis, que, só quando se realizam o que elas dizem, é que se vê bem o sentido que encerram. A Nostradamus foi creditado entre outras coisas, a predição do reinado de Napoleão, a bomba atômica, o pouso do homem na lua e o assassinato de John F. Kennedy. Em episódios pivôs da história contemporânea, a subida ao poder de Adolf Hitler, e recentemente, a destruição das torres gêmeas do Centro de Comércio Mundiais - WTC. Também predisse a própria morte nos "Presságios", o que realmente sucedeu.

"Fausto, inquieto, na poltrona, junto à mesa de trabalho, lamenta o seu destino; diz que estudou várias ciências, que não tem dinheiro, nem glória nem poder; por isso entregou-se à "magia", para ver se pode, enfim, positivar qual seja a essência do Universo". Depois, diz a si mesmo, observando o lema de Nostradamus "A Deo, a natura", isto é, que a inspiração de Deus e a influência dos signos do zodíaco, que Deus e a natureza são os grandes mestres do homem... Do "Fausto" (1ª parte; 1º ato) do genial Johann Wolfgang von Goethe (1749 - 1832).

Acredito firmemente que, ainda nesta primeira década do século XXI, será edificada a teoria das leis que governam as competências essencialmente humanas, com especial atenção à percepção extra-sensorial, aquelas pertencentes ao chamado 6º sentido, tão comum aos poetas (vidente), aos que se dedicam às belas-artes, e a todos os indivíduos engenhosos, que revelam o gênio artístico, talentoso, astucioso e artesão. A partir de então, a Liderança Humana Visionária pululara em nosso planeta, e nós - Líderes Visionários - desvendaremos os próprios segredos através dos sonhos e da imaginação.

12 Dezembro, 2008

GAIA - O RITMO DA VIDA!

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Chocado... Mas utopicamente otimista!

Chocado! Acho que esta é a palavra mais adequada para explicar a minha reação, súbita, ao flagrar um passarinho – “A vossa majestade o sabiá” – não sou um taxonomista, mas com muita segurança de acerto posso classificá-lo como sendo uma vítima contaminada pela urbanização desgovernada das cidades brasileiras e, até do mundo. Cheguei a esta triste conclusão motivado pela atitude inatural e esquisita adotada pela ave, praticando um filicídio, empurrava o ovo pra fora do seu ninho, até que o mesmo caísse e se espatifasse no chão, bem na minha frente, esparramando as partes embrionárias do seu filhote para todos os lados, o bico, as asinhas, as patinhas e outras inidentificáveis. Após alguns segundos de observação inquiridora, continuei a minha caminhada matinal, a partir de então com a mente atormentada por aquela cena, estimulando a reflexão no restante do meu percurso.

Ao chegar em casa comecei a prosear comigo mesmo e a rascunhar – os conteúdos genitivos e emergidos da minha reflexão – originando o texto que compartilho agora com o leitor do blog.

Talvez a cena que testemunhei, seja testemunhada por milhares de pessoas ao redor do mundo, e com protagonistas de maior interesse para a biodiversidade e a biociência, porém não são estes atores que quero destacar, apesar de serem cruciais para a nossa existência e das gerações futuras. O meu objetivo é levá-lo comigo numa viagem perscrutando os atores, protagonistas e coadjuvantes, da divina comédia disputando vorazmente um lugar ao sol para transmitir e perpetuar os próprios genes.

A cena começa, na aurora da hominalidade, numa disputa insana com o próprio meio ambiente, eliminando seus habitantes mais inadaptáveis (nós mesmos). O senso de limite de território, aos poucos, é desprezado e os conquistadores expandem até onde a “fraqueza” dos “conquistados” cedem, e os mais adaptáveis dominam e se multiplicam aos bilhões, estes dominadores são os raptores da progressão da sociabilização. Com os pés na era pós-modernidade, classificados como Homo sapiens sapiens, os sapientes, os atores do atual cenário globalizado e, ao mesmo tempo fragmentado em governanças e desgovernanças, G7, emergentes e de terceiro mundo. Superado o belo e a estética, persegue-se a sustentabilidade responsável e a educação ética é realidade. Numa incursão ao futuro, alcançamos a era humana, na qual encontramos o Homo sapiens sapiens sapiente, perseguindo de forma sistêmica e holística a auto-humanização.

23 Novembro, 2008

PRESERVAR PARA SOBREVIVER!

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As Fronteiras Sumiram! E agora?

Numa análise superficial o título deste artigo contraria a atual tendência, principalmente naquelas regiões permanentemente conflituosas – Israel e Palestina, EUA e México, só para citar algumas - de amuralhar sociedades e pequenas comunidades. Mas, é exatamente pelo sumiço das fronteiras culturais, antes tão bem delimitadas, que se erguem tantas paredes para separar aquilo daquilo que não está bem definido. Convido o leitor a refletir comigo sobre o desaparecimento destas fronteiras culturais, antes tão bem definidas e respeitadas por povos primitivos, o que lhes garantia sobrevivência através da unidade e identidade tribal, ao mesmo tempo em que desencorajava iniciativas em busca da individuação. Sendo a individuação, portanto, a grande motivadora da eliminação das fronteiras culturais. Na sociedade moderna podemos identificar os efeitos e conseqüências deste rompimento cultural em muitas situações vividas individualmente e coletivamente.A globalização, que tem como marco inicial a chegada dos europeus no novo continente – batizado de América –, inaugura a era da cultura global, e finca a sua bandeira no Século Vinte com a queda do muro de Berlim, unindo duas culturas antagônicas, capitalista e socialista. As relações econômicas, com status transcontinental, trouxeram de aluvião a má distribuição de renda que, não é mais exclusividade das denominadas nações do 3º mundo, hoje está ‘distribuída’ em todo o planeta. Segundo informações do instituto de desenvolvimento da ONU, dois por cento dos adultos do planeta detêm mais da metade da riqueza mundial. O movimento e deslocamento demográfico no planeta é assustador, na China por ano mais de 100 milhões de pessoas se transferem da zona rural para a urbana trazendo desdobramentos desastrosos para as cidades, entupidas de gente, 500 mil mortes por ano causadas por intoxicação por poluentes. Não pára por aí, na Europa o movimento xenofóbico recrudesce e esparrama-se por todo o continente. Recentemente a França foi palco de violentas manifestações, resultado do choque do encontro entre grupos culturais diferentes. Este tipo de reação à invasão da fronteira cultural disseminará por todos os continentes, isto é irreversível. No comércio, este fenômeno traça uma nova segmentação e perfil psicográfico do consumidor. Nas próximas décadas a população das favelas, espalhadas por todo o planeta, expandirá atingindo a cifra dos três bilhões de pessoas, estabelecendo uma nova realidade no fluxo de riquezas no mundo dos negócios. De olho neste novo nicho de mercado, bilionário, profissionais do marketing cunharam o termo B24B - negócios para Bilhões – com o objetivo de pesquisar o aumento do poder aquisitivo da base da pirâmide social (as classes C, D, E). Esse público representa um imenso mercado potencial. No mundo são mais de 4 bilhões de pessoas nessa faixa de renda e, no Brasil, esses novos consumidores tiveram um incremento de renda superior a 150% desde o início do Plano Real, em 1994.O sumiço das fronteiras também contagiou o território dos cientistas que, cada vêz mais, são convocados a participarem em pesquisas multidisciplinares. A nanotecnologia, vem demonstrando que na dimensão nano-universal tudo está desfragmentado num todo unido.No panorama cotidiano a percepção das pessoas não é diferente. Basta observarmos atentamente em derredor, e os efeitos brotam aos olhos. Para desanuviar estes cenários façamos um paralelo entre os comportamentos animal e humano. Nas savanas os animais com hábito territorial estabelecem “fronteiras” borrifando urina em pontos estratégicos pré-estabelecidos invisivelmente, estes limites são rigorosamente respeitados por todos, e quando transpostos declara-se guerra ao invasor. As cidades, a cada dia, são desfiguradas por verdadeiras fortalezas residenciais, verticais e horizontais, numa tentativa frustrante para impedir a invasão territorial, antes delimitado por fronteiras sócio-cultural. Nas grandes migrações de herbívoros através do continente africano, indivíduos da mesma espécie agrupam-se instintivamente formando uma enorme bola homogênea confundindo os predadores. Instintivamente, em nossa sociedade, indívíduos afins atraem-se formando grupos e tribos através de sinais e marcas – tatuagem, piercing, torcida uniformizada, confrarias - construindo uma estrutura de defesa pessoal, afastando os diferentes e imagináveis agressores. A falta de respeito - ou eliminação - às fronteiras culturais, que outrora eram bem definidas pelos povos “primitivos”, acirrou-se com a invasão no campo da fé, principalmente entre militantes do cristianismo, judaísmo e islamismo trazendo conseqüências desastrosas e inevitáveis para esta e futuras gerações – o mundo não é o mesmo após o 11 de setembro de 2001.Paradoxalmente, a solução para o sumiço das fronteiras, esteja exatamente no reerguimento e respeito às antigas e sólidas fronteiras culturais.

Delimitar a expansão global, utopia ou questão de sobrevivência da nossa espécie?

18 Junho, 2008

O AMOR É CONTAGIOSO!


5/11/2007
Usando técnicas do humor e com um discurso brilhante, o médico-palhaço luta por uma medicina mais humana.

Clique Aqui para assistir um trecho da entrevista concedida ao Programa Roda Viva.

Leia a entrevista na íntegra.

28 Abril, 2008

EU SÓ PEÇO A DEUS...

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DE PEQUENOS a grandes DELitos

Desde que o homem existe como sociedade organizada, estabeleceu normas e regras para que servissem de diretrizes ao comportamento de seus cidadãos. Com os avanços tecnológicos no setor da saúde, alimentação, qualidade de vida, meios de transporte e de comunicação e de outros setores, a população se viu aumentada em seis vezes nos últimos cem anos, pior do que isso, sem qualquer tipo de planejamento e paridade entre os povos mais ricos e os mais pobres.

Hoje somos um amontoado de seis bilhões de homens e mulheres se acotovelando, disputando um espaço ao sol. Com isso geramos um agravamento nos relacionamentos do indivíduo consigo mesmo, com seus familiares, seus vizinhos, disputando interesses com seus conterrâneos da mesma federação, estendendo-se até níveis internacionais, como temos acompanhado nos noticiários internacionais.

Aí me pergunto existe um culpado para todo este caos, ou simplesmente é o cumprimento do Apocalipse de João, o Evangelista, será esse o nosso destino...? Ouvimos comentários aqui e acolá criticando e censurando as atitudes de governantes das grandes potências, daqueles que detém o poder decisório da paz ou guerra...! Estes são os grandes delitos...

Surge outra questão, e acredito que muitos compartilham comigo deste questionamento, como nascem e crescem os grandes delitos que, matam e destroem. E quando procuro as respostas, curiosamente sou remetido de volta a cada um de nós cidadãos comuns. Segundo Einstein, vivemos sob uma lei Interexistencial, onde tudo e todos estão coligados, por uma teia invisível, quando pensamos, falamos e agimos, por mais insignificantes que possamos parecer, esta teia se agitará e balançará, por toda sua extensão, criando um movimento frenético e ameaçador.

Se desperdiçar água e energia, com certeza em algum lugar alguém terá que “pagar caro” por essa atitude. Se jogar lixo, na rua, na estrada, no rio ou no terreno baldio, poderá causar enchentes, as quais trarão epidemias para a humanidade. Se queimar o quintal, poluirá todo o planeta. Se embebedar criará futuros alcoólatras e viciados em drogas, que causarão transtornos para os jovens. Se presentear as crianças com armas de brinquedos, formaremos no futuro alguns Hitler, Bush, Sadam, Osama Bin Laden, entre outros... Se corromper formará políticos corruptos. Se for antiético, a comunidade onde viva será criminosa. Se for promíscuo disseminará a violência sexual.

Contudo fico feliz concluir que sou responsável junto com você pelos PEQUENOS delitos, pois são esses que formarão os grandes delitos da Humanidade. Conto com você para transformarmos o mundo para melhor do que quando aqui chegamos.

17 Fevereiro, 2008

CRIANÇA VÊ E APRENDE!?

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REFORMA ÍNTIMA

Na busca pela eternidade ..., atravessamos diversos caminhos constituídos de provas com formas e matizes explícitas e implícitas.
Muitas ferramentas são colocadas à nossa disposição, oferecendo-nos material suficiente para o desenvolvimento da fé, caridade, fraternidade, intelectualidade e sabedoria todas convergindo para o desiderato comum, o Amor Universal.
Desde os primórdios das Eras o homem clama por Deus, sente em seu âmago que este coabita o seu corpo, sua mente e sua alma. Porém, a exteriorização deste sentimento inato exige deste buscador, incansável, uma luta titânica contra regras e tabus criados por ele mesmo. Regras e tabus engendrados e depois sedimentados no inconsciente coletivo.
O consciente na tentativa indelével de conhecer a sua origem, esbarra inevitavelmente com estes sedimentos, formando constelações de complexos, os Arquétipos Antropóides.
Na esfera evolucional da mente progressiva, encontramos o que podemos designar como sendo o homem de pensamento e comportamento progressivo e materialista.
Na esfera evolucional da mente regressiva deparamos com a manifestação dos diversos tipos de Arquétipos congeminados na psique Antropóide. Nestes tipos de homens temos o pensamento e comportamento regressivo, o qual poderá em sua forma negativa caracterizar-se por um estágio involutivo, caso esta regressão seja motivada por situações conflitivas. Os estados psicológicos neste estágio podem ser diagnosticados como esquizofrênicos, histéricos, transtornos obsessivos compulsivos, alucinações, distúrbios de adaptação e comportamental e algumas neuroses.
Num processo de cura contínua, lançando mão de terapêuticas vibracionais, energéticas e espitiruais, das mais diversas correntes de pensamento, podemos obter resultados bastante satisfatórios para debelar tais sintomas, dependendo logicamente da participação ativa e voluntária do paciente, promovendo e sofrendo a autotransformação e a reforma íntima. (LCF Navarro - 10/07/01)

Texto desenvolvido a partir do pensamento Junguiano, do livro “Símbolos da Transformação”.

O PODER DA PAIXÃO!

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Embalos na noite!

Balança corpo, mexe corpo,
Seguindo o ritmo da canção!
Que nina em teu peito o coração,
Traz para mim a lembrança do torpor.

Silhuetas conjugadas na paixão
Cabelos que roçam a pele sensível
Lábios que se movem por instinto
Formas que confundem na luz.

Tudo se traduz em apetite
Sabor, toque e odor!
Os sentidos se misturam,
A mente entorpecida adormece,
O corpo excitado transpira sedução... (LCF Navarro - 04/10/2004)

A ERA DO INTANGÍVEL


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A arte da comunicação.

Comunicação é, numa definição rápida, o processo de troca de informações entre pessoas, empresas e nações. Este processo ocorre em vários níveis permitindo a interação e a retroação de maneira formal ou informal, numa conversa face-a-face, através de gestos com as mãos, a fala, a escrita e a utilização de tecnologia.
O ato de comunicar é a materialização do pensamento-sentimento em signos conhecidos pelas partes envolvidas. Estes símbolos são então transmitidos e reinterpretados.
Os componentes da comunicação são: o emissor, o receptor, a mensagem, o canal de propagação, o meio de comunicação, a resposta (feedback) e o ambiente onde o processo comunicativo se realiza. Com relação ao ambiente, o processo comunicacional sofre interferência do ruído e a interpretação e compreensão da mensagem está subordinada ao repertório. Quanto à forma, a Comunicação pode ser verbal, não-verbal e mediada.
É inegável que no mundo globalizado o maior patrimônio, de quem quer que seja, é a boa imagem e a melhor forma de obtê-la e mantê-la é aplicar, em sua plenitude, a comunicação como ferramenta de marketing institucional, empresarial e ou pessoal. Desta forma, a comunicação em qualquer âmbito tem que ser persuasiva, a mensagem desejada deverá ser emitida de forma consciente pelo canal apropriado para conseguir o efeito calculado sobre a atitude ou comportamento de um receptor específico.

Os modelos de comunicação persuasiva são:

1. O Modelo Retórico é utilizado especialmente para o treinamento de oradores. Tradicionalmente cinco são as partes do estudo da retórica: 1] Descoberta de argumentos; 2] Arranjo das idéias; 3] Descoberta da expressão apropriada para cada idéia; 4] Memorização do discurso; 5] Apresentação do discurso para uma audiência.

2. O Modelo Propagandístico, do latim moderno, propaganda quer dizer "para ser espalhado". É um modo específico de se apresentar uma informação, com o objetivo de servir a uma agenda. Mesmo que a mensagem traga informação verdadeira, é possível que esta seja partidária, não apresentando um quadro completo e balanceado do objeto em questão. Seu uso primário advém de contexto político, referindo-se geralmente aos esforços patrocinados por governos e partidos políticos. Uma manipulação semelhante de informações é bem conhecida, a publicidade, mas normalmente não é chamada de propaganda, ao menos no sentido mencionado acima.

3. Modelo de Negociação, o objetivo de todo negociador é ganhar, mas há formas diferentes de ganhar. Eu ganho, você perde, esta forma sempre às custas de uma das partes. Eu ganho, você ganha, ambas as partes atingem os seus interesses através de um acordo. Esta é a forma autêntica. "Eu sempre ganho. Você sempre ganha. Poderia haver coisa mais justa do que isso?". Esta é a negociação eficaz, ou seja, a negociação ganha / ganha. (LCF Navarro - 24/03/06)

A INTEREXISTÊNCIA


Caminhamos todos sem cessar, rumo a reintegração
Somos irmãos e irmãs, cingidos por um cordão
Este cordão ora visível, ora invisível sempre nos toca no coração...
Sua suave influência é percebida e sentida, nos momentos de oração!

Aprendi a reconhecer as mil e uma facetas de minha alma
Aprendi que não estou sozinho nesta nau...
Junto comigo outros capitães também tomam o leme,
Cada qual preserva sua identidade, através da persona, a máscara da alma!

A unidade da multiplicidade é que forma o todo, que permeia a tudo
Cada espécie dentro de sua peculiaridade se reconhece e se distingue
Nascemos como seres dependentes, buscamos a individuação...
Lutamos pela independência
Porém percebemos que só crescemos, como Humanidade,
Quando entendemos e atingimos a Interdependência
A partir daí, vivemos em tudo e em todos pela Interexistência... (LCF Navarro - 19/12/02)

A IMPERMANÊNCIA.

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“Se o sucesso sustenta-se sobre coisas externas siga firme em tal propósito, no entanto é de bom alvitre não olvidar a natureza impermanente da sustentação.” (LCF Navarro - 09/07/07)

Empresas que apoiam esta iniciativa

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